Leitura na Classe: Isaías 6.1-8.
"...Eu
vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades
e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...".
João 15.16
Missões está no coração de Deus.
Ele é um Deus que envia. Desde de Gênesis ao Apocalipse,
encontramos centenas de referências que apontam a natureza
do coração de Deus. Desde o momento da queda em
diante (Gn 3.8), Deus tem procurado o homem
(Gn 3.9) e o chamado para Si (Is 1.18;
Mt 11.28).
Deus ama o homem perdido (Lc 19.10). Em Seu
amor Deus providenciou o meio de salvá-lo (Rm
5.8) e, agora, quer comunicar esta mensagem (I
Tm 2.1-6), esta "Boa Nova" ao homem (Lc
2.10-11).
Deus queria fazer de Israel uma nação missionária
no meio de outras nações - (Ex 19.5-6).
Deus enviou profetas, colocou propósitos nos corações
dos homens, fez de tudo para que outras nações
viessem a conhecê-lo. Podemos ver isso em toda a Bíblia
desde o Antigo como o Novo Testamento.
A MISSÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
O
propósito de Deus na criação foi de criar
um ser - o homem - com uma natureza e uma função,
exemplificado da seguinte forma:
1. O Homem é um só - Todos os povos procedem de
uma só família original;
2. O homem é dependente de Deus - O homem só é
homem à medida que ele é homem diante de Deus;
3. O homem tem o direito e obrigação de conhecer
a Deus;
4. O homem possui funções administrativas na Criação
- Deus o chama para a obra da civilização da humanidade
(Gn 1.28; 2.15,24). A ordem era de povoar toda
a terra.
1 - A visão universal do Gênesis
1.1 - A aliança com Noé - Gn 9
Inclui toda a humanidade sob a benção e a lei de Deus e demonstra a fidelidade de Deus à sua criação e ao seu eleito Noé.
1.2 - O fim do trato Universal - Babel
O
homem declara a sua rejeição ao mandato cultural
(Gn 11. 1-4).
1.3 - O retorno ao objetivo Universal visto na eleição
de Abrão - Gn 12
A eleição de Israel, através de Abraão, é a continuação do trato de Deus com as nações. O objetivo era abençoar todas as nações. Israel sendo uma minoria é chamada para servir uma maioria. Era um instrumento de Deus para o cumprimento dos propósitos salvívicos de Deus.
1.4 - O caráter sacerdotal de Israel (Ex 19.3-6), bem como YAWEH sendo o redentor de Israel (Dt 9.26; 13.15; 15.15; 24.18; Is 42.4; 49.6; Mq 4.1-4 e Jr 3.17).
Israel teria algumas funções: Mediador, Intercessor, Abençoador e Guia espiritual das nações. Porém, quando Israel não cumpre a sua missão dentro dos propósitos salvíficos de Deus, Ele mesmo cuida de disciplinar Seu povo com o juízo da escravidão. Mas, o mesmo Deus que liberta Israel do Jugo dos egípcios e de outros povos, é o mesmo que um dia vai resgatar as nações.
II - A perspectiva missionária de Isaías e Jonas
A mensagem de Isaías tem um aspecto messiânico. Fala por profecias a respeito do nascimento miraculoso (Is 7.14); seu ministério redentor (Is 9.1-7); seu sofrimento salvívico (Is 53); e seu ministério de Justiça e Luz (Is 42.1-6). Também Isaías conclama o povo a dar testemunho do Messias que virá.
A mensagem de Jonas dá ênfase sobre a missão aos gentios. Israel perdera de vista o mandato redentor, pois o mesmo Deus de Israel é também o Deus de Nínive. A atividade salvadora de Deus não obedece fronteiras.
A MISSÃO NO NOVO TESTAMENTO
A
vinda do Reino de Deus era o ponto central da missão
de Jesus (Mc 1.14-15), e o estabelecimento
desse Reino dá sentido aos dois estágios: O
estágio presente; e o estágio futuro.
O estágio presente ainda convive com o reino opositor
(Mt 13.24-30).
O estágio futuro vai eliminar toda a influência
do reino opositor e será visto por todo mundo (Mt
24.29).
Os
Evangelhos trazem as "Boas Novas"
que consistem em anunciar aos povos que Jesus veio, está
presente e voltará. O chamado especial do Reino é
um chamado ao arrependimento e conversão (Mc
1.15; At 2.37-38). Os Evangelhos também trazem
algumas mensagens de autoridade:
· Mateus: Autoridade do Reino.
Nenhuma região, povo ou cultura se encontra fora do domínio
do poder de Jesus garantidos na Sua ressurreição
(Mt 28.18-20);
· Marcos: Autoridade de Libertação.
Está em destaque a luta entre os poderes do mal e os
de Deus (Mc 16.14-18);
· Lucas: Autoridade do Perdão.
Focaliza e enfatiza os relacionamentos humanos, numa vida de
amor e de perdão (Lc 24.44-49). Vide
também o Filho Pródigo;
· João: Autoridade de
Identificação. Enfatiza a unidade entre
o Filho e o Pai e indica a identidade entre Jesus e os discípulos.
Os discípulos são enviados a reunirem um só
rebanho de todos os povos (Jo 10.16; 12.32; 17.1-26)
A MENSAGEM MISSIONÁRIA EM ATOS DOS APÓSTOLOS
Começando de Jerusalém simbolizando o papel de Israel na história da salvação. Isso mostra que desde o princípio, a salvação dos gentios era o propósito de Deus (At 14.15-17; 17.23-31). O propósito da Missão de Deus para a Igreja é a salvação dos homens.
1
- Estrutura de Atos
· Jesus ensina o sentido do Reino - At 1.8;
· Os sermões falam da graça incansável
de Deus na promoção da salvação
dos homens - At 2.38; 3.19; 11.18;
· A vida da comunidade é resultado direto do Dom
do Espírito Santo (At 2.43-47; 4.32);
· A comunhão na mesa descreve que os discípulos
formam uma comunidade do povo de Deus que inclui os gentios
(Atos cap. 10 e 11);
· O Espírito Santo é o catalizador e a
força guiadora da Missão expansiva da comunidade
mantendo Sua presença e as diretrizes do Cristo ressurreto
(At 5.4; 6.10; 8.29; 10.24; 13.2; 16.6);
· A experiência do Pentecostes impulsiona para
a universalidade alargando a visão e a missão
dos discípulos (Igreja) e faz a mensagem
ser vivida por várias populações da diáspora
(dispersão), estendendo-se ao Eunuco
(At 8.29), a Cornélio e sua família
(At 10.44), entre os gentios (At 11.24;
19.1-10);
· Finalmente a tarefa de Paulo. Sua conversão
(At 9.15-16); Sua preparação
e espera de 7 anos para envio aos gentios, sob anos de estudos,
serviço ativo na comunidade, perseguido pelos crentes,
liderado por homens experimentados (At 9.20-31; 11.19-30;
12.24-25; 13.1-3), e missão aos gentios (I
Tm 2.7).
CONCLUSÃO: A Missão da Igreja
é alcançar os não alcançados (Rm
15.20), sendo a Igreja local a base da operação
dessa Missão (Rm 15.22-24). O resultado
do Evangelho pregado é a conversão de vidas e
a Igreja estabelecida na terra. Porém, se eu e você
falharmos como Israel falhou em manifestar Deus a outras nações,
certamente virá sobre a igreja os juízos reservados
da parte dEle.
A
Base Bíblica de Missões (2/5)
Leitura na Classe: João 15.1-16
"...Eu
vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades
e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...". João
15.16
Diante de tamanha tarefa (lição anterior),
é importante a Igreja saber o propósito de Deus
para ela, e por isso, precisaremos nos concentrar em definir
claramente o que estamos fazendo como igreja local, escrevendo
uma "Declaração de Propósito"
de acordo com a realidade da comunidade local, e se estamos
fazendo a missão que Cristo designou para Sua igreja.
A realidade de hoje nos mostra que a igreja local está
sem rumo, mostrando assim, que é necessário definir
e discernir urgentemente qual o seu propósito.
Para isso, precisaremos nos concentrar em alguns aspectos:
1 - O Propósito Está Definido.
O
Senhor Jesus fundou a Igreja com propósito definidos:
· Mateus 16.18 - Está claro que
a Igreja é indestrutível e que o inferno não
pode resisti-la. Ela deve invadir a "casa do valente"
e tirar-lhes os bens (Mt 12.29; Lc 11.21-22).
· Mateus 28.18-20 - Jesus se reveste
de toda autoridade que tem para ordenar à sua igreja
que vá até aos confins da terra para fazer discípulos
ensinando-os a guardar Seus ensinamentos.
· Atos 1.8 - Aqui o Senhor Jesus fala
da necessidade do poder que sua igreja tem para cumprir seu
propósito, ou seja, ser Sua testemunha.
· II Coríntios 5.18-20 - A nossa
missão é de reconciliar o mundo com Deus. Somos
seus embaixadores.
2 - A Consciência do Propósito
Estamos distraídos com tantos objetivos e muitas atividades que pouco ou nada têm a ver com o propósito de Jesus. Mergulhamos em ativismos, eventos, mecanismos para manter a Igreja funcionando semanalmente, métodos que, talvez, não tragam resultados positivos para o reino de Deus, nem para a igreja ou seus membros. Cada membro, congregado e seus filhos, liderança e liderados, todos precisam ter consciência do propósito para o qual Jesus Cristo fundou a sua igreja: Fazer Missões.
JANELA 10/40
É a faixa que se estende do Oeste da África até
o Leste da Ásia, sendo 10 a 40 graus ao Norte da linha
do Equador. Nesta região (antes conhecida como "cinturão
de resistência") há 3 bilhões de habitantes,
onde dominam as três maiores religiões não
cristãs do mundo: muçulmanos
(706 milhões), hinduistas (717 milhões)
e budistas (153 milhões). Também
estão aqui 82% dos povos mais pobres do mundo.
POVOS
NÃO ALCANÇADOS
"É um grupo humano (povo) dentro do qual não
existe uma comunidade nativa de crentes que dispõe de
pessoas ou recursos suficientes para evangelizar o restante
do próprio povo, e, portanto, precisam de um esforço
missionário de fora, principalmente transcultural".
Hoje são aproximadamente 11 mil povos não
alcançados em todo mundo.
Diante disso, ao escrever e deixar bem definido o propósito de Deus para a igreja, Rick Warren, em seu livro "Uma Igreja Com Propósitos", escreve sobre o que um propósito definido pode fazer na Igreja local:
1.
Cria Moral - Dá novo ânimo;
2. Reduz a frustração - Uma vez
definido o propósito, tomar decisões fica mais
fácil e menos frustrante;
3. Permite concentração - Um
propósito claro permite que nós concentremos esforços
para concretizá-lo;
4. Atrai cooperação - Todas pessoas
cooperam para o estabelecimento do propósito. Se não,
estas pessoas estão desqualificadas para a Igreja local;
5. Ajuda na avaliação - Estamos
fazendo aquilo que Deus deseja que façamos? Como é
que estamos indo?
A declaração de propósito deve ser o padrão
através do qual você mede a saúde e o crescimento
da igreja.
CONCLUSÃO: Há necessidade de embasarmos nossas ações em declarações bem definidas para que sejamos mais objetivos e impactantes no cumprimento de nossa missão.
ATIVIDADE
PRÁTICA
Escreva uma declaração de propósito como
sugestão, para sua igreja local.
"A Missão da Igreja Presbiteriana Independente de Ipiranga é levar pessoas a Cristo, discipulando-as em direção à maturidade, tornando-as parte de uma comunidade que ame, encoraje, equipe e envie para servir no mundo" - Declaração de Propósito da I. P. I do Ipiranga em São Paulo
A
Base Bíblica de Missões (3/5)
Leitura na Classe: Atos 4.23-31; I Crônicas 29.1-9; Filipenses
4.10-20
"Suplicai ao mesmo tempo por nós, para que Deus
nos abra porta à Palavra, a fim de falarmos do mistério
de Cristo...". Cl. 4.3.
"Cada um contribua segundo tiver proposto no coração,
não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama
a quem dá com alegria." II Co 9.7.
Estudaremos dois aspectos importantes para a realização
da obra missionária: Oração e Contribuição.
Talvez estes dois assuntos sejam os menos aplicados à
missões, porém, são de extrema relevância
para a igreja. Sem isso, não poderemos alcançar
a visão do Senhor (A seara é grande; ROGAI....),
nem a atitude da Igreja de Antioquia (Atos 13.1-3).
1 - Cheios de Poder
Todos ficaram cheios do Espírito Santo - Estavam cheios
de poder para testemunhar. A obediência e a atitude de
constante oração foram essenciais para o cumprimento
da promessa feita por Jesus. Uma vez revestidos de poder, começaram
a falar com as pessoas, nas suas próprias línguas,
à respeito de Deus e Seu poder (v. 11),
em uma verdadeira explosão de evangelismo pessoal.
Daí Pedro toma a palavra e faz uma evangelização
em massa. Isto é missões.
2 - Perseverança na Oração
Lucas diz que eles perseveravam na oração,
unânimes , no templo e de casa em casa.
Após a libertação de Pedro e João,
os irmãos estavam orando. Eles sabiam da ordem de pregar
a mensagem e estavam determinados a obedecê-la. Pediram
somente uma coisa a Deus: intrepidez para pregar.
Qual foi o resultado da oração? (Atos
4.31).
Paulo ora em favor dos campos (Rm. 1.9-10; I Co 1.4;
Ef 1.16; 3.14), pede oração em favor
de seu ministério (Cl 4.3-4; Ef 6.19-20),
enfim, não há missões sem obediência
e oração. Não há coragem, nem entusiasmo,
alegria, gozo no coração, não há
sinais e prodígios, nem temor gerado pela presença
bendita do Espírito Santo de Deus sem obediência
e oração. Precisamos orar sem cessar, nos consagrar,
nos apresentar diante dEle desejosos de sermos instrumentos
de transformação na vida de outros. E quando nosso
chão "tremer" e estivermos cheios do Espírito
Santo, sairemos com ousadia e intrepidez anunciando a Jesus
como Senhor e Salvador.
3 - Intercessão Missionária
O trabalho de missões será bem sucedido na medida
em que é sustentado por uma forte atividade intercessória.
Se não houver uma cobertura de oração a
obra missionária ficará atrofiada, será
retardada, os obreiros desanimarão, os recursos não
serão suficientes, ou seja, não se pode fazer
missões sem oração.
Liste alguns motivos de oração em favor da obra
missionária e discuta em classe.
4 - A Contribuição Missionária
A contribuição missionária teve um novo
aspecto no século passado através de um plano
de investimento aplicado pela Aliança Missionária
Cristã, denominada: "Oferta Missionária de
Fé". O Dr. Oswald J. Smith, pastor da Igreja dos
Povos, em Toronto, Canadá, também utilizou este
plano e alcançou resultados excelentes.
No Brasil, o Pr. Edson de Queiroz, da 1ª Igreja Batista
de Santo André, obteve extraordinários resultados
após a utilização deste método ao
ponto de construir um prédio de educação,
contendo 7 andares, sendo o mesmo batizado de "Edifício
o Resto". Isto porque todos os recursos da Igreja eram
utilizados em favor da obra missionária e o que sobrava
era aplicado na construção do prédio educacional.
Mas, o que vem a ser a "Oferta Missionária de Fé"?
· Alguns melhoram a administração dos recursos,
cortam supérfluos, poupam, renunciam confortos, etc.
para levantar dinheiro e honrar a Deus - Pv. 3.9-10;
· Outros procuram atividades extras remuneradas que viabilizem
o cumprimento do compromisso assumido;
· Outros elevam o percentual da sua contribuição
para 12% ou 13% ou 15% de seus ganhos e entregam os dízimos
à igreja e o restante para a "Oferta Missionária
de Fé";
· Ainda outros recebem um presente, um aumento de salário,
uma promoção, gerando assim um recurso adicional
que é usado na "Oferta Missionária de Fé";
· Outra medida é envolver a igreja em um alvo
em torno de 1/4 da receita mensal da igreja. Há igrejas
que se envolvem a tal ponto com a "Oferta Missionária
de Fé", que retiram da receita mensal da igreja
cerca de 43% (é o caso da Igreja Fluminense no Rio de
Janeiro). O crescimento percentual da oferta virá na
medida em que a igreja envolver-se mais com missões.
Todos estes métodos são essenciais para um envolvimento
maior da igreja e seus membros. Por isso, a igreja precisará
viabilizar projetos mais ousados quanto a abertura de novos
trabalhos, bem como a seleção, preparo e envio
de obreiros ao campo.
5 - Base Bíblica
Mediante ao respaldo bíblico em II Co 8 e 9, onde Paulo
fala do desprendimento das igrejas da Macedônia para socorrer
os pobres da Judéia, nós podemos usar os mesmos
princípios para o levantamento da "Oferta Missionária
de Fé", onde o crente deve assumir com Deus a disposição
de contribuir mensalmente com a obra missionária através
de sua igreja local.
Dentro dessa perspectiva, podemos salientar alguns princípios:
· Em II Co 8.3-4 vemos que a oferta
era voluntária;
· Em I Cr 29.14 vemos um ato de fé
e dependência de Deus;
· Em II Co 8.5 vemos uma atitude de
amor sacrificial e desprendido;
· Em II Co 9.5 vemos uma generosidade
antecipada.
Mediante tudo o que foi estudado em relação a
oração e contribuição em favor da
obra missionária, podemos, com certeza, alinhavar para
nossa igreja um projeto ousado de oração e contribuição.
Qual seria a sua sugestão?
Discuta isto em classe e tente definir com os alunos qual seria
a melhor metodologia para alcançarmos este alvo. A classe
dirá isto por escrito para que seja avaliada, conciliada
e aplicada cada sugestão.
A
Base Bíblica de Missões (4/5)
Leitura na Classe: Atos 2.42-47; Mateus 9.35-38.
"Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia,
os que iam sendo salvos". At. 2.47b.
"Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara." Mt. 9.38.
Há
pessoas em nossas igrejas que estão sendo chamadas para
um trabalho mais específico em evangelização
e missões, mas resistem a possibilidade de atenderem
porque estão inseguras. Por esta razão precisamos
ter algumas atitudes práticas que poderão ajudar
a nós mesmos e a estes irmãos a contribuírem
de maneira prática na expansão do reino de Deus.
Será necessário uma ação vibrante
na evangelização, na integração
de novos membros, e nas estratégias práticas para
uma ação eficiente.
Precisaremos de algumas atitudes práticas, tais como:
1 - Oração
Podemos
ver isto na vida prática da igreja primitiva (Atos
2.42), e também na instrução que
Jesus deu aos seus discípulos depois de haver pregado
nas cidades e povoados, ensinando nas sinagogas e curando os
enfermos. Mas, a ordem específica quanto a falta de obreiros
na "seara" é a oração - "Rogai...".
2 - Consagração pessoal
Havia
uma consagração pessoal em todos - "Em cada
alma havia temor...". Isto nos leva a pensar que muitas
vezes a resposta para as nossas orações somos
nós mesmos. Se observarmos com insistência, temos
ou somos a solução para muitas coisas que estamos
pedindo ao Senhor. Por isso, será necessário um
compromisso com o Senhor para que Ele se comprometa a nos abençoar.
3 - Estímulo/Despertamento
Além
de orar e consagrar a própria vida, deveríamos
nos expor às informações: testemunhos,
correspondências, literaturas, encontros, conferências
missionárias, etc., a fim de que o Espírito Santo
possa trabalhá-lhas em nosso coração. Há
pessoas que preferem estar distantes porque não querem
correr os riscos de serem tocadas por Deus. Em geral o despertamento
se dá como conseqüência dos estímulos,
e estar informado dos desafios, experiências vividas por
outros irmãos no campo missionário, notícias
dos campos, estatísticas, necessidades, etc.
Tudo isto poderá nos levar a uma compreensão maior
do reino de Deus, e qual está sendo nossa atuação
para que o mesmo seja estabelecido. No entanto, tais atitudes
não terão o efeito necessário tanto no
indivíduo, quanto na igreja, de modo geral, se não
vivermos de modo eficaz dentro do contexto local. Meditemos
em algumas coisas relevantes dentro da nossa missão evangelizadora:
3.1 - Evangelização Pessoal:
A
evangelização pessoal, hoje em dia, se tornou
uma tarefa árdua para muitos crentes. Isto porque o que
é ensinado, diga-se de passagem, é que a evangelização
é uma tarefa para quem tem o "dom de evangelista".
Porém, quando o Senhor Jesus disse aos seus 12 discípulos
que fossem e pregassem (Lc. 9.16), será
que todos eram evangelistas?
Depois enviou 70, de dois a dois, de casa em casa, para pregarem
o evangelho. Será que todos os 70 tinha a arte da oratória?
Enfim, a evangelização é uma tarefa para
todos. Podemos sim, ser treinados para efetuar as mais diversas
estratégias para alcançarmos os objetivos do Mestre.
Temos hoje ao nosso dispor várias oportunidades de treinamentos
teóricos e práticos nos ensinando como evangelizar:
teatro, cantata, por meio de missões especializadas,
tais como JOCUM, Cruzada Estudantil, e outros.
3.2 - Recepção e Integração
Nossas
igrejas seriam outras se desenvolvessem estratégias de
acolhimento de seus visitantes e novos decididos.
Para os visitantes deveríamos ter uma bem treinada equipe
de recepção, que pudesse recebê-los bem,
dar-lhes a assistência necessária durante a atividade
em andamento (culto, escola dominical, reunião de departamento)
e ser atenciosa e envolvente após os trabalhos, de tal
maneira que o visitante se sinta atraído e deseje voltar.
Para os novos decididos, além da classe específica
de Escola Dominical, deveríamos ter irmãos, maduros
em sua caminhada cristã, que pudessem discipulá-los
em pequenos grupos e acompanhá-los no processo de integração
na igreja.
3.3 - Estratégias Práticas
Cada igreja local tem o seu próprio contexto e isto ajuda a determinar qual a melhor estratégia a ser aplicada para alcançá-lo com o evangelho. A observação e a pesquisa ajudarão a identificar quais as necessidades do público alvo e como poderemos agir para supri-las. Seja com: pessoas famintas, alcoólatras, drogados, idosos, crianças, etc. cada um destes segmentos tem suas necessidades específicas, e assim, podemos atuar com simpatia, diálogo, amizade, conquistando o direito de sermos ouvidos, para em seguida, ou enquanto servimos, transmitirmos a mensagem de salvação.
Conclusão: O envolvimento de todos os membros na ação evangelizadora da igreja, seja no evangelismo pessoal, na recepção dos visitantes, no acompanhamento dos novos decididos ou no desenvolvimento de estratégias que alcancem a comunidade, despertará ou fortalecerá o desejo de ver estas coisas acontecendo em outros lugares também. Isto motivará a igreja a investir mais na obra missionária.
A
Base Bíblica de Missões (5/5)
Leitura na Classe: Atos 1.8.
"...e
ser-me-eis, minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como
em toda Judéia e Samaria, e até aos confins da
terra." - Atos 1.8.
De acordo com o texto acima, cada igreja local é chamada
para cumprir sua missão alcançando estes quatro
lugares simultaneamente, e não consecutivamente, com
a mensagem de salvação. O que cada igreja local
precisa fazer é atuar nestes quatro lugares até
onde o seu potencial permitir.
No contexto de Atos dos Apóstolos, a Igreja Primitiva
estava cheia do Espírito Santo. Eles frequentavam o templo
diariamente e iam de casa em casa, comiam juntos e transbordavam
de alegria. A consequência disto: "... o Senhor ia
acrescentando dia a dia os que iam sendo salvos." - At.
2.46-47.
Mas, qual é a nossa Jerusalém?
A nossa Jerusalém é a cidade em que vivemos, e
devemos criar estratégias que possibilitem alcançá-la
com o evangelho. Precisamos ter ações definidas
de como evangelizá-la, bem como um senso de unidade,
orando pela cidade constantemente, dedicando ao Senhor nossos
recursos financeiros para a evangelização da mesma,
bem como facilitar e desafiar o envolvimento da igreja no cumprimento
desta missão.
... E quanto a Judéia e Samaria?
A idéia inicial, é que Jerusalém é
a cidade em que vivemos; Judéia são os municípios
vizinhos à nossa cidade; e Samaria são os outros
estados do país. Diante disto, precisamos estabelecer
métodos e estratégias para o treinamento da igreja
para a evangelização, a consagração
de seus membros e congregados, numa ação concreta
junto ao povo, às decisões, o discipulado, a integração
dos novos convertidos à igreja, as providências
estruturais para recepção de pessoas, etc.
Porém, Lucas nos diz que houve uma perseguição
(At. 8.1), forçando a igreja a se espalhar
pela Judéia e Samaria. Ainda hoje, em muitos casos, precisa
acontecer uma crise para que a igreja local atinja outros lugares.
A tendência da igreja local é ficar "dentro
das quatro paredes", resolvendo seus assuntos internos,
os mais variados, como: construção, falta de líderes,
estruturação interminável, o cultivo da
"comunhão", etc. Não que isso não
seja importante, mas não é um fim em si mesmo.
Quantas famílias da nossa igreja local moram em municípios
ou lugares vizinhos à nossa cidade? Quantos membros moram
em outros estados?. Talvez, à partir desta realidade,
poderemos alcançar, simultaneamente, os quatro lugares
definidos pelo Senhor Jesus. Entretanto, falamos apenas de três
lugares: Jerusalém, Judéia e Samaria! Falta a
análise do quarto lugar a ser atingido pelo evangelho:
Confins da Terra.
O
lugar mais distante a ser simultaneamente alcançado,
segundo palavras de Jesus em Atos 1.8, são
os "confins da terra". Porém, um país
não significa necessariamente um povo ou nação.
Os habitantes da terra estão divididos e distribuídos
em países, geográfica e politicamente falando.
Quando Jesus ordena que façamos discípulos de
todas às nações, não está
falando de países divididos geo-politicamente, mas, sim,
de etnias, ou seja, raças, tribos, famílias.
A Bíblia nos diz, em Ap. 7.9, que diante
do trono e do Cordeiro haverá representantes de todas
as nações, tribos, povos e línguas. Sendo
assim, em geral dentro de um país há vários
povos.
Patrick Johnstone diz que "o Brasil é um caldeirão
de nações...". E informa que a língua
falada é o português, mas as línguas vivas
faladas neste país são 208! Isto é, somos
centenas de povos sob a bandeira brasileira.
Há mais de 11.000 povos não alcançados
pelo evangelho. A sua maioria está localizada na Janela
10X40.
O que fazer? Precisamos Adotar um Povo. No que isto
implica?
Na hora de escolher o nosso "Confins da Terra", será
importante pensarmos na hipótese de atingirmos um povo
que ainda não foi alcançado. Paulo nos dá
esta consciência quando diz: "esforçando-me
deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já
fora anunciado, para não edificar em fundamento alheio."
- Rm. 15.20.
No entanto, o processo de adoção de um povo por
uma igreja local começa com a obra de Deus na vida de
um ou de vários membros desta igreja. Depois, o segundo
passo é a divulgação da visão para
o restante da igreja. O terceiro passo é a investigação
e identificação de um ou mais povos que não
estão sendo alcançados. O quarto passo é
a adoção em oração deste povo. Depois
é o investimento na preparação do(s) vocacionado(s)
e sua família, em uma missão, seminário
ou agência missionária. O último passo é
a coordenação do projeto, o envio e o sustento
deste(s) vocacionado(s) pela igreja local, e em parcerias com
outras igrejas locais, se necessário.
É preciso ter consciência de que a definição
das áreas alvos nestes quatro lugares (Jerusalém,
Judéia, Samaria e Confins da Terra) é um processo,
e não um ato. Requer oração, maturidade,
responsabilidade no que está fazendo.
Ao mesmo tempo não se pode perder de vista a urgência
de estar atuando nos quatro lugares simultaneamente.
Obediência à palavra é imprescindível.