Torneio do Bolo
Torneio do Bolo/Churrasco de 2005 - III Parte
Aquele grupo seleto de atletas, verdadeira esperança da raça, todos vindos dos mais gabaritados recônditos dessa cidade maravilhosa teriam que ter seus perfis revelados. Apesar da foto ter queimado, farei as revelações a partir de agora. Apertem os cintos de segurança e da camisa de força e .... :
PERFIL DOS JOGADORES:
Vilalba (o Coutinho da dupla sertaneja Pelé&Coutinho): Misto de ponta-esquerda e centroavante, botou banca que ao menos jogava futebol e foi devidamente aprovado. Atuando de ponta-esquerda chupa sangue ou de centroavante reclamão, levou seu time a incontáveis vitórias. Seu único senão foi não ter entendido aquela propaganda com o Ronaldinho gaucho em que o short está um pouco pequeno. Para copiar o mestre dentução roubou o short do filho e entrou em quadra se achando. Ainda bem que não resolveu botar as perucas que o craque-outdoor usa no comercial. Iria ser flórida tamanha paixão.
Paulino (bermudão emprestado): Começou o jogo como manda o figurino enxadrístico: calça comprida social; meias pretas e finas; sapato mocassim preto; camisa de bicheiro; óculos fundo de garrafa. Como o figurino não foi suficiente para ganhar nem mesmo a partida de abertura, teve que mudar de linha e com o novo uniforme, mistura de gay de praia com malabarista de sinal, adentra a quadra, ainda com sapatos (ninguém é perfeito), sem camisa (coisa de gay) e com um bermudão florido afanado de alguém (malabarista de sina). Apesar de ter organizado o primeiro jogo e escolhido o time em que iria atuar, achando impossível perder para Jorge Cordeiro, Adérito, Nei Jorge, Paulo Goulart, sofreu de cara o primeiro revés. Depois vieram o segundo, terceiro, quarto, ... trinta e nove revesés. Saiu contrariado pretendendo organizar outros eventos para ver seu time campeão.
Blanco (sem pulmão): Que vos relata todos os fatos venéreos ocorridos no torneio do bolo!! Vindo de uma inatividade necessária, eis que entra em campo já sentido falta de ar. Cabra-macho resolvido a não fazer feio já tinha um plano maligno para esconder a sua condição decrépita. Encheu o tênis com areia para ficar como João-Bobo, e não cair em quadra. Torcedor fanático da Câmara Hiperbárica e dos Balões de Oxigênio, mal dado o chute inicial procurou desesperadamente uma máscara de gás. Inútil e vã esperança. Com 3 segundos de jogo teve a primeira queda com profundo cansaço. Incentivado alegremente pelos companheiros, que o chutavam raivosamente para que se levantasse, o indivíduo incompetente, em raros momentos dava espasmos de vida. O momento mais brilhante foi quando, relembrando uma velha linha enxadrística praticada em campos chilenos pelo majestoso Nilton Santos, colocou a mão na bola que tinha endereço certo e deu o famoso um passo para frente. A turba ignária assomou pedindo penalti, mas como dito em outra oportunidade, como enxadrista não sabe fazer conta depois de 4+4, ficou o dito pelo não dito e ganhamos no grito.
Paulo Goulart (o obina): Instantes de começar o match, eis que a platéia se delicia com o sujeito pedindo forças para o seu ídolo, o majestático e inigualável OBINA, aquela mistura de poste com vela de sete dias do ataque flamenguista. Paulo, a imagem e semelhança do craque flamenguista, sempre fingia que ia, desistia, depois corria, pedia a bola, chingava todo mundo, pedia penaltis, mas tocar na bola que era bom nada. Contudo, como bom centroavante de totó, a bola rebatia em suas pernas e milagrosamente o artilheiro fominha conseguiu balançar a rede 3x. OBS.: Devemos agora falar que esse atleta usou como doping escalar o próprio filho a seu lado para que o garoto novo e na flor da idade corresse por dois e lhe desse os passe para os gols. No momento mágico o garoto foi driblando os 17 que estavam na quadra, suas próprias pernas, e foi fondo, até que notou que todos estavam parados olhando-o. Só então compreendeu que tal como um tabuleiro de xadrez a quadra de futebol de salão tem 64 casas, sendo uma dentro e a outra fora, e o garoto-prodígio já estava na esquina.
Sérgey (o roqueiro de saquarema): Essa figura simpática e obesa da banda da Alex -os classes Cs mais temidos do planeta - (porErro! A referência de hyperlink não é válida.ra Blanco, do planeta não!! quer nos diminuir seu fela, é DO UNIVERSO seu burro -, então está feito o reparo. Seguindo: como bom pereba, filho dileto e praticante da deusa "RuimDeSeVer", foi logo botando banca e puxando a fila do primeiro time, por certo, apavorado de ficar barrado para sempre. Como está tendo aulas com o Paulino, adentrou a quadra quase como o Mestre: tênis (!); calça jeans (??); camisa social (????); óculos (?????????????????). Seu momento brilhante foi quando ao receber a bola de frente, eu disse DE FRENTE PARA O GOL de Marlen, arrematou com tamanha violência que a tabela de basquete quase cai. O pior que o infeliz nem cesta fez, pois foi no aro. Poderia ficar pior ? Claro!! Depois da trigésima-primeira derrota, resolveu trocar de time, para os sem-camisa, aí, amigos leitores, é melhor ficarmos por aqui em prol da nossa sanidade visual.
Alan (o calculadora): Vindo das arcadas matemáticas da UFRJ, este filho dileto do fundão não poderia admitir o sucesso de Blanco-UFF. Então, sob ordens superiores adentrou em quadra com o único objetivo de marcar o Rosa e o Bottari e quebrar o Blanco-BalãoDeOxigênio. Como bom aluno da HP12, nada sabe de física, pois como admitir que um corpo possa estar em 3 lugares ao mesmo tempo. Ah, sim, é claro que o Maluf, entre outros, consegue. Como o próprio já relatou, ele conseguiu entrar em quadra, não acertar ninguém (nem a bola), não ver ninguém (nem a bola), e ainda sair suado.
Aurélio (o Caldas Aulete): Do nsso amigo, vulgo dicionário, pouco se pode dizer. Vindo diretamente do filme Ghost pois ninguém o viu, sentiu ou ouviu em quadra, é um sujeito incompleto. Nesse dicionário não existe a palavra futebol. Também como aluno de Paulino, copiando o mestre, adentrou a quadra com sua calça jeans, camisa social retirada após encarnação e tenis.
Flavio Marques (o demônio da garoa): Vindo diretamente dos platiplanos bandeirantes, óbvio que traria consigo como uniforme de jogo a chuva. Foi quase um dilúvio. Mas como bom paulista nascido no Lins trouxe roupa sobressalente para utilizar no futebol. O principal item de seu uniforme era um jabá dado pelo seu patrocinador pessoal (Marlboro). Os jogos foram tão encardidos que o sujeito tinha tempo de puxar o maço, fumar um enquanto o time adversário tentava desesperadamente contra-atacar. Formava juntamente com Blanco e MarlenBanks a tríade santa da defesa do escrete AbóboraPretoAlexano. Os três são tão bons que se autorevesavam na linha e no gol.
Rosa (futébolo-bailarino cabeçudo): O que dizer do príncipe alexano, aquela figura forte, cabeçuda, espinhenta, o arquétipo do Shrek. Quando entrou em quadra, aquele diabo louro parecia que dançava balé, tal a desenvoltura com que jogava na ponta dos pés. Com dribles rápidos e certeiros chutes tentava apagar as mágoas do empate com o Chauca no interclubes. Mal sabia ele que seu pesadêlo aumentaria no pingue do bolo. Era o cérebro do time, mas também, com aquela cabeçorra não poderia ser diferente. Como bom enxadrista, procurava ocupar as casas centrais e dar passes à esquerda para Vilalba; à direita para Bottari; à frente para os frangos do Elias. Saiu feliz e limpando a cara com os perebas que era o melhor enxadrista da Alex ao que TODOS em uníssono gritavam a plenos-pulmões para sua irritação: Chauca; chauca; chauca!!
Bottari (il maffioso): O arquétipo do italiano, também, orra, pudera, o cara nasceu na Itália. Com sua canhotinha mágica, jogava torto pela direita pois era mais fácil fingir que ia acabar fondo e chutar em gol. Como bom italiano torcedor do fluminense (o quê ? é do flamengo ?), bom, como bom flamenguista e traidor da classe operaria italiana, a cada gol que fazia chorava com pena dos adversários. Isso não o impedia de depois rir em bandeiras despregadas. Duro foi ter de ouvir que estava vestido com a última tendência primavera-verão da alta costura de Milão: camisa roxa com quadrados desfocados; short, um número menor que o necessário, azul fusquinha; tenis florido e meia soquete. Fala sério!!
Jorge Cordeiro (meia-oficial do flamengo): Crente que estava numa pela de baixo nível do Aterro do flamengo, veio à carater: meia-oficial; tênis oficial; bermuda oficial; gorduras localizadas oficial; futebol feio e de segunda divisão tudo oficial do flamengo. Além de doente do pé, o sujeito é ruim da cabeça. Como já relatado, fez o gol mais roubado, tudo para não cair para a segunda divisão. Atuou em todas as partes da quadra: não era zagueiro; não era goleiro; não era centro-avante; não não não. Para vcs leitores sentirem o nível do time do Paulino, que conseguiu perder para o do Jorge Cordeiro no primeiro match.
José Carlos Cruz ............ III (o físico-bancário): Como a droga do nome é tão grande, ficou barrado no futebol porque ninguém teria coragem de narrar os jogos. Até terminar o nome do sujeito já teriam saído meia dúzia de gols. Sujeito falador, impediu que o jovem Torless, digo, Tarcísio fosse jogar o futebol e passasse pelo carrocel polonês alexano, pois, contrariando ordens médicas para não se exibir, comia churrasco-conversava-contavapiada-limpavaosalão-jogavapingue. Diante desse globetrotter, cópia dos 12 trabalhos de hércules numa pessoa só, Tarcísio o pacifista se retirou do recinto mas com o pandulfo-estomacal completamente cheio e abarrotado.
Nei Jorge (o saudosista): Já foi jogador de futebol de salão quando menino e como se definiu "eu não era dos melhores: ficava entre o Garrincha e o Pelé". Como tudo que faz na vida traz consigo, para relembrar sempre desse passado brilhante traz em seu ventre uma verdadeira bola de futebol de salão. Isso por alguns momentos trouxe grande confusão ao praticantes do esporte bretão pois todos começaram a correr em sua direção dizendo chuta-chuta-chuta. Esclarecido o contratempo, pôde-se ver no aquecimento que aquela história toda que contava fora um pouco aumentada: os chutes ao gol eram qualquer coisa de petelecos. Ainda assim mostrou habilidade e malemolência para arrasar o esquadrão paulinesco.
Mesquita (o eduardo suplici do futebol): O único atleta a se aquecer antes de entrar em quadra!! Foi o único também que levou guarda roupa: modelito para churrasco; modelito para futebol; modelito para banheiro; modelito pós-banho/pingue. Como coube tudo naquela mochila ninguém sabe!! Jogando parecia um lorde, pois dominava a bola e repassava com uma leveza inacreditável. Pena que isso não ajudava o time que era esmagado uma, duas, três, 900 vezes. Como suplisista praticante ficava morgando ali pela lateral esquerda só tomando consciência das coisas 10 minutos depois que a piada fora contada e ninguém mais ria. Jogando parecia até que estava lendo os email da lista da Alex pois só ficava olhando e toma de sova no seu time. Conseguiu a proeza de atuar ao lado de Paulino e perder todos os jogos.
Marlen (o sedento por sangue -de um famoso árbitro de xadrez carioca): Após ter exercitado seu vocabulário angelical e elevado na lista, eis que surgiu MarlenGordonBanks para em atuação delirante fechar o gol do quinteto mágico. Por isso podem nos chamar de Sexteto da Alex. O cara é tão cheio de recursos que além do gol, foi centroavante conseguindo quase a proeza de se igualar a Paulo Obina Goulart, devido a quantidade de gols que perdia.
Renato Carvalho (o professor de educação física): Apesar do traje de professor de educação física com a famosa calça de jersei da adidas, se recusou a jogar futebol temendo por sua segurança. Preferiu ficar conversando e colocando os assuntos em Dia, digo, em Folha.
Zé Eduardo Bernardo (o diplomata do migué): Alegando que estava ali como representante oficial do Itamar-Ati só para discutir a queda de barreiras e o aumento de fluxo de gols para os desafortunados do G-20 (vulgo, capivaras sacos de pancada), a todo momento apontava para o joelho e mostrava a foto de Ronaldo-Fenômeno, para demonstrar que além do futebol têm a mesma contusão. Miguélite ? Essa dúvida atroz será conferida somente no próximo torneio do bolo.
Antonio Elias (o fiscal de gols tomados): Misto quente de goleiro e fiscal da previdência, foi pela providência divina ungido a goleiro mais vazado da face da terra. Esse verdadeiro herói de qualquer pelada, pois só quer jogar no gol; católico praticante - tomai todos os frangos do mundo que eu os absolverei; funcionário público premiado - fisicamente presente mas espiritualmente em Porto de Galinhas; foi a figura de proa e popa mais ovacionada pelo seu próprio time. A quantidade de ovos que produzia em virtude dos frangos incomensuráveis, lhe era devolvida na mesma moeda pelos seus próprios companheiros.
Adérito (o sarrafeador): Ex-presidente; ex-arrgeano; ex-ufrjotista; ex-futebolista; ex-lutador de luta-livre; por fim, ex-magador de ossos, protagonizou a jogada mais violenta do torneio ao encarnar a personagem JAMANTA da novela das 8 e passar literalmente como uma jamanta pelo uffiano Blanco que só pode se contorcer estatelado no chão. Apesar de tudo, não saiu totalmente derrotado, tendo ganho a primeira pelada do time de Paulino.
Zé Luiz (o cabeleira): Novo associado, vindo da cidade do índio pelado, esse ex-nxniterói provou que também sabe jogar bola, mas, como todo craque, só quando ela vem no pé. Esse ás da gorduchinha só se complicava quando o vento batia em sua cabeleira e a bola lhe era repassada, pois a falsa dúvida hamletiana se apresentava: entre o cabelo desarrumado e a bola ele sempre optava por pentear a juba. Seu próprio time já o tinha ameaçado de passar o molho à campanha caso o cabelo continuasse revoltado e ele perdesse a bola.
Bráulio (o Eurico Miranda da Alex): Ele é a prova de que a ciência brasileira avança aos saltos: é o clóvis, digo, clone do Euvírus Miranda. De longe a tudo assistia se regojizando de criar os maiores embaraços para que o quinteto mágico pudesse continuar infligindo sova nos futébolos-capivaras. O momento mais dramático foi quando tentou e conseguiu consignar um gol roubado em que o goleiro Jorge Cordeiro, infringindo às regras mais elementares, chutou diretamente de seu gol contra o do GondonMarlen sem colocar a bola no chão. Ainda invadiu o campo de jogo para provar que a regra é clara!! Tivemos que nos resignar aos olhares pedintes e aos porretes que os seguranças, digo, os atletas de Euvírus portavam.
P.S.: O momento mais dramático, de uma dramaticidade pesadelal foi quando esse Sr. escalou seu time com Éramos 6, quando o combinado Éramos 5. A explicação é que a história do romance não poderia ser desvirtuada pois havia crianças no recinto e seria prejudicial ao desenvolvimento intelectual dessas que se as ensinassem errado literatura brasileira.
José tim Maia (ôEdilson): Como vcs sabem, xadrez não dá dinheiro. Por isso, criado no puro leite de coco teve que se virar para sobreviver com o xadrez. Alguns se submetem as maiores privações para poderem sobreviver no jogo dos reis e jogar um torneio da federação com 90 partidas por dia. Nessas condições somente uma mente brilhante poderia conseguir a solução: fazer um curso de edilson e apitar o torneio do bolo. Apesar de tijuquense boa-praça, amuado ficou pois seu trabalho e plano de jogar o Estadual foram por água abaixo, pois os capivaras não conseguiam sequer passar do meio da quadra. Nessas condições como marcar penaltis ? A única solução viável seria um convite da federação ou baixar a tabela de basquete, vítima calada do ataque-cardíaco capivarense. Ficamos no aguardo e na torcida que ôEdilson seja convidado para jogar o Estadual.
Tarcísio (o MF etíope imparável): Vindo das arcas Municipalenses, o legítimo campeão do interclubes C, MF (mestre famélico), mostrando-se ainda insaciável com o título conseguido, marcava homem-a-homem a churrasqueira, não dando o menor refresco aos demais comensais. Inapelavelmente parecia o Lula-Lélé tal a quantidade de vezes que conseguia se arvorar em proprietário de um naco de carne. Tudo na maior classe, cotovelada, rabo de arraia, mangalô três vezes. No futebol tomou WO com medo do famoso Carrossel Polonês que os Classes Cs da Alex estavam armando para seu infortúnio. Seria tudo feito com bom gosto e preservando órgãos vitais: o boné; os cabelos e o tênis.
Ernesto (aprendiz de xadrez e GMF etíope): Esse foi sem dúvida a maior aquisição da Alex neste ano. Seu desempenho frente a churrasqueira rendeu-lhe a 1ª norma de GMF!! Escandalizado com o acontecera com Alexandre-O Grande, e, temendo que os dirigentes máximos da Alex fossem envenenados fazia questão de provar tudo que saia da churrasqueira. É uma pessoa abnegada!! Na próxima vez será convidado a comparecer antes na Alex para receber uma medalha por bons serviços prestados, quando então o deixaremos trancado, pois é melhor morrer de barriga cheia que vazia.
ALEX - Associação Leopoldinense de Xadrez, Clube fundado em 28-12-1974,
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